terça-feira, 13 de julho de 2010

O maior ditador, infanticida e homicida alguma vez conhecido

O blogueiro e humorista Steve Wells contou o número de pessoas que deus assassinou matou segundo a biblia: 2,270,365!!!!! Mas não acabou não, porque a biblia não diz quantos foram queimados vivos em Sodoma e Gomorra, quantos recém nascido foram mortos no Egipto ou ainda no dilúvio. Segundo a nova estimativa de Wells, a contagem final deve chegar a um novo total de 32.9 milhões, e nem sabemos quantos mais foram mortos depois da biblia ser escrita até aos dias de hoje!!

Mas ele nos ama, sério!

Nota: O diabo matou apenas 10 pessoas.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Continuem tentando....



Já que estamos em tempo de campeonato do mundo de futebol o que não falta são as habituais preces dos jogadores. Em qualquer circunstancia a resposta de Deus é a mesma: o silêncio habitual. Não adianta olhar ou levantar os braços para o céu porque não está lá ninguem. Senhores futebolistas, aprendam de uma vez por todas: duas pernas correndo ajudam mais que um milhão de mãos rezando.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Intelligent design, Deus, religião e outras tretas

“Então quem criou toda beleza na terra?” Esta é uma das respostas mais comuns de gente religiosa quando dizemos que não acreditamos em porra de Deus. Os religiosos acreditam na divina e infinita beleza do “nascer e pôr” do sol. Acreditam também que o sol brilha e a chuva cai das nuvens para fazer as flores desabrocharem. Eles vêm aí uma indicação de beleza da natureza, criada por deus. Mas não é nada disso, porque plantas venenosas e ervas daninhas também são nutridas pela luz do sol e água das chuvas! Será que isso indica uma “feiura” da natureza?Óbvio que não, ambos são conseqüências inevitáveis do meio-ambiente em que vivem. Não poderia ser de outro modo, é a sobrevivência do mais apto e não do mais desejável. Espero que um dia os homens percebam que não são nenhuns “favoritos” de deus e nem foram especialmente criados, que está sujeito as mesmas leis naturais que os outros seres vivos.

Desde os primórdios da nossa existência que o medo, ignorância e superstição andam de mãos dadas com o homem. O que não podia ser compreedido era atríbuido a espíritos que tinham mão pesada na hora do castigo. Foram esses medos que fizeram do homem um presa fácil para os padres. Estes disseram que existia um Deus que havia feito uma revelação especial num livro chamado Bíblia, e que era necessário acreditar em cada palavra do tal livro para que nossas almas pudessem ser salvas. Os desobedientes passariam a eternidade numa brasa chamada inferno. Disseram, entre outras coisas, que o homem era um ser corrompido e pecador, e que, para ser salvo da punição post-mortem, tinha de dar uma parte substancial dos frutos de seu trabalho para o padre rezar por ele e interceder em seu favor a Deus, de modo a mitigar a punição à qual ele já estava destinado.

Com o avanço científico espera-se sempre melhora na vida das pessoas. Mas não foi e nem hoje é fácil, até na descoberta da anestesia pelo Dr. W. T. G. Morton. Acho que todos compreendemos muito bem o que é dor fisíca e o quanto um anestésico ou analgésico faz toda a diferença do mundo. A anestesia é a mais humana de todas as conquistas, mas inicialmente os religiosos opuseram-se ao uso da anestesia, dizendo que Deus enviava a dor como punição pelo pecado, e consideravam o maior dos sacrilégios utilizá-la. Isto entra na cabeça de alguêm? Transformar em pecado o alívio da miséria humana! E hoje a religião continua com afirmações do tipo “é demasiado sagrado para ser sondado pelo homem”. Exemplos: investigação com células estaminais, clonagem…a lista não acaba! Milhões de antepassados nossos morreram por causa deste pensamento retrógado e muitos ainda hoje morrem. Em pleno ano de 2010 existe gente que não faz transfusão de sangue e outros procedimentos médicos que salvariam suas vidas por causas sem minímo de fundamento.

Felizmente ainda existimos “nós”, que temos um pensamento crítico, gostamos de ir ao fundo das coisas e somos a favor do progresso da humanidade. Existimos “nós” para aliviar a miséria humana e resolver os nossos própios problemas sem limitações ideológicas ou teológicas.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O triste do mês

Tava gorinha no bate-papo com um amigo quando ele todo feliz da vida diz “vou viajar ao Botswana em trabalho por um mês”. Bom, pensei “boa notícia”. Para quem não sabe, as viagens são uma das poucas fontes de rendimento extra salariais para quem trabalha na função pública no meu país...na verdade deve ser assim em todo o lado, pois dá pra economizar algum dinheirinho extra para fazer algo de útil...alcool, drogas, sexo e rock n roll!!

Fiquei mal disposto quando ele disse “pôxa, comecei a rezar a pouco tempo, tenho que tirar algum (10%) para PARA AGRADECER DEUS......”. Que espertinho hein!

Sério, isto entra na cabeça de alguém???? Um gajo trabalha a vida toda e consegue a primeira viajem ao exterior e leva 10% das chorudas ajudas de custo para entregar a um bando de preguiçosos armados em mensageiros de um Deus que ninguém nunca viu nem ouviu? De hoje em diante esse miserável vai torrar 10% do seu salário (e não só) financiando a boa vida para meia dúzia de pessoas desonestas porque acredita que o seu amigo imaginário respondeu a suas preces?
Enfim!!!

terça-feira, 15 de junho de 2010

É o cúmulo!

Numa altura em que a superstição está em alta crescente no seio da população em Maputo, eis que surge a solução mágica: macumbaria/curandeirismo religioso! Os protagonistas de tal absurdo são uma vez mais a IURD (Igreja Universal do Reino de Deus). Aproveitando-se da onda de medo resultante dos recentes desmaios em massa ocorridos numa escola local“causados” por espíritos descontentes, a IURD decidiu incluir na sua “folha de serviços” o curandeirismo. Agora eles estão habilitados a “prevenir”,“diagnosticar” e “curar” casos de feitiçaria e derivados!! Isto ultrapassa os limites conhecidos de sem-vergonhice e desonestidade religiosa até hoje conhecidos. Era o que faltava, pobres dos curandeiros de plantão que vão perder o pão para deus. O que vem a seguir?

Acreditem, o mundo seria 10 vezes melhor se esse bando de sem-vergonha usasse um cérebro tão criativo para fazer coisa boa. Não duvidem, essa gente deve ter uma equipe de “pensadores” e estudiosos que ocupam seu tempo arquitectando planos de como extorquir facilmente dinheiro de gente distraída.

Deus realmente fode pode tudo!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pseudociência (3)

Certamente que toda a gente já ouviu falar da homeopatia. Uma das pseudiciências mais populares nos dias de hoje, e popularidade essa que vem dos tempos em que a medicina geral era praticada por barbeiros e nem se imaginava que lavar as mãos podia salvar vidas! A chance de sobreviver era maior se o indivíduo ficasse em casa em vez de ir ao barbeiro médico.

A homeopatia foi inventada pelo Sr Hahnemann que baseava seus tratamentos no preceito de que “semelhante cura semelhante” (assim como as vacinas induzem a imunidade pela administração de doses inertes do agente patogênico…Chico esperto hein?). O Sr Hahnemann e seus seguidores acreditam que os sintomas apresentados por uma pessoa doente podem ser eliminados por substâncias que causam esses mesmos sintomas em uma pessoa saudável- é “lei dos semelhantes”.

Existe ainda a “Lei dos Infinitesimais”, que defende que quanto menor for a concentração de uma substância, mais poderosa ela é em combater seus próprios efeitos. Em outras palavras, uma substância que em certas concentrações causa certos efeitos, em concentrações “contrárias” causará efeitos “contrários. Brilhante!!! Os homeopatas esquecem é que esta lei desafia as leis físico-químicas como de Avogadro, que diz que conforme você dilui uma substância, em algum ponto a solução vai passar a não ter mais uma molécula sequer do princípio ativo original.

Outra maravilha da homeopatia: a água tem memória, e se “lembra” das substâncias com que manteve contacto, mas nem vou me dar ao trabalho de falar.

Agora vamos a verdadeira ciência. O que é placebo? “É uma substância inerte a que se atribuem  propriedades terapêuticas, e que, ingerida, pode produzir um efeito curador não atribuível a suas propriedades reais.”

Toda medicação administrada, além do seu efeito real ou farmacológico, tem também um efeito placebo. Quando um novo medicamento é testado, o efeito placebo deverá ser levado em conta na elaboração dos testes. Um procedimento utilizado é o chamado “duplo-cego”, em que existem dois grupos de pessoas, o grupo experimental e o grupo de controle. Ao grupo experimental se administra o medicamento convencional, e ao grupo de controle, o placebo. O pesquisador só deverá saber que pessoas receberam ou não o medicamento, após ter em mãos os resultados completos dos testes, para evitar quaisquer distorções de observação.

Um  caso clássico foi relatado em 1957 pelo psicólogo Bruno Klopfer, da Universidade da Califórnia (em Los Angeles): O Sr. Wright sofria de câncer terminal quando soube de um novo medicamento, o Krebiozen, e insistiu em ser tratado com ele. Sr. Wright recebeu a primeira injeção em uma sexta-feira, quando já estava febril e acamado. Poucos dias depois já passeava pelos corredores do hospital e conversava com as enfermeiras, os tumores se reduziram à metade do tamanho. Dois meses depois a eficiência do Krebiozen foi desacreditada na mídia, o Sr. Wright ficou abalado e teve uma recaída. Seu médico resolveu enganá-lo e explicou-lhe que o efeito da medicação expirava depois de certo tempo, mas que já existia um novo Krebiozen potencializado, duas vezes mais eficiente. O Sr. Wright se animou, e o médico aplicou-lhe uma injeção que não continha o medicamento. Mas o Sr. Wright mesmo assim melhorou e os tumores desapareceram.

Os remédios homeopáticos representam um grande  negócio e são anunciados como eficazes sem que jamais tenha sido demonstrado que eles têm algum efeito. Como "ciência" (sic) clínica, a homeopatia nunca conseguiu comprovar efeitos maiores do que o placebo. O testemunho pessoal está presente em toda parte, mas isso não serve para demonstrar coisa nenhuma, em razão do notório poder do efeito placebo.

Por outro lado, reparem como os homeopatas sempre apelam para "autoridades" que não tem nenhuma respeitabilidade científica na medicina, alguns sendo de 2 séculos atrás, como o Hahnemann. Em resumo, A "teoria" da homeopatia é um conjunto confuso de inverdades, afirmações erradas, coisas que nunca foram e nunca serão provadas”.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Escravos da superstição

A quantidade de disparates que a gente acompanha na mídia em Moçambique é absurdamente alta. Para mim a pérola no ano de 2009 foi: “ Membro do governo distrital na Zambézia morto acusado de reter chuva no céu”.

Histórias como estas repetem-se em várias partes deste vasto país. O povo aqui é muito supersticioso e por isso a quantidade de coisas estúpidas que a gente vê é enorme. A alguns dias atrás via o noticiário na TV e fiquei boquiaberto: numa escola secundária nos arredores de Maputo foi reportado desmaios em massa, para ser mais preciso: 20 raparigas no total desmaiaram em plena escola e acabaram no hospital.

Outro facto: a escola foi construída sobre um antigo cemitério.

O que diz a população local: os mortos estão zangados e estão a fazer vingança. Muitos pais e encarregados de educação ponderam retirar os filhos da escola. Alguns curandeiros já propuseram fazer-se uma cerimónia tradicional na referida escola para “acalmar” os espíritos.

A mim o “povo” já não me surpreende. Mas a imprensa e as autoridades da Saúde deste país não ajudam em nada. Os canais televisivos simplesmente alimentam a especulação por não procurarem ouvir o diagnóstico médico e satisfazerem-se com a palavra do “povo”. A enfermeira entrevistada também não fez mais do que pôr lenha na fogueira! Parecia mais assustada que os encarregados de educação e nem uma palavra sobre o diagnóstico e exames clínicos.

Até agora não vi um único médico ou autoridade sénior da saúde se pronunciar oficialmente sobre o assunto e o pânico vai tomando conta dos alunos e seus encarregados de educação. Obviamente que isto não tem nada a ver com espíritos mas sim algum tipo de problema de saúde pública. O “povo” não entende isso, e tende muitas vezes a distorcer os factos. Eu não ficaria surpreendido se a direcção da escola fosse obrigada a organizar a tal cerimónia para “acalmar” os espíritos! Seria o cúmulo.

Este tipo de fenómeno não é novo, apesar de raro. No México, em novembro de 2007, 600 raparigas de 12 a 17 anos, apresentaram sintomas estranhos sem razão aparente: dificuldade para andar, febre e náuseas. As autoridades de saúde não conseguiam dar nenhuma explicação lógica, mas após vários exames, inspeções nas instalações da escola e entrevistas com algumas meninas afetadas, os médicos concluíram que o responsável era um distúrbio psicológico. Esse fenômeno é conhecido como distúrbio psicogênico em massa, também chamado de histeria coletiva, reação psicossomática ou histeria em massa, e já foram descritos mais de 80 casos em todo o mundo e ocorre com freqüência em comunidades isoladas. A histeria coletiva pode se espalhar quando existe um medo de exposição a uma doença, associado a um ambiente estressante e fechado.

Enfim, aguardemos alguns dias e teremos novos desenvolvimentos! Mas parece-me que os serviços de saúde têm a grande responsabilidade de desmistificar esses acontecimentos.